sexta-feira, 28 de outubro de 2011

FOLHA EM BRANCO

Certo dia eu estava aplicando uma prova e os alunos, em silêncio, tentavam responder as perguntas com uma certa ansiedade.
Faltavam uns 15 minutos para o encerramento e um aluno levantou o braço, dirigiu-se a mim e disse:

"Professor, pode me dar uma folha em branco?"

L
evei a folha até sua carteira e perguntei porque queria mais uma folha em branco. Ele respondeu:

" Eu tentei responder as questões, rabisquei tudo, fiz uma confusão danada e queria começar outra vez".
Apesar do pouco tempo que faltava, confiei no rapaz, dei-lhe a folha em branco e fiquei torcendo por ele.
Aquela sua atitude causou-me simpatia. 
Hoje, lembrando aquele episódio simples, comecei a pensar quantas pessoas receberam uma folha em branco, que foi a vida que DEUS lhe deu até agora, e só têm
feito rabiscos, tentativas frustradas e uma confusão danada...

Acho que agora seria bom momento para se pedir a DEUS uma nova folha em branco, uma nova oportunidade para ser feliz. 

A
ssim como tirar uma boa nota depende exclusivamente da atenção e esforço do aluno, uma vida boa também depende da atenção que demos aos ensinamentos do Mestre.
N
ão importa qual seja sua idade, condição financeira, religião, etc. Levante o braço, peça uma folha em branco, passe sua vida a limpo. Não se preocupe em tirar 10, ser o melhor.
Preocupe-se apenas em aplicar o aprendizado que recebeu nas aulas do Mestre.  Ele se interessa por aquele que pede ajuda e repete toda a "matéria" dada, portanto, só depende de você. 
  
 

terça-feira, 25 de outubro de 2011


É possível vencer o câncer

Karen era sociável, bem-humorada, divertida, supervalorizava seus longos cabelos loiros e tinha um grande sonho, o de ser médica pediatra.

Mas era indisciplinada, não estudava para as provas, não lia livros, não tinha garra. Os amigos não davam nenhum crédito a ela quando dizia que ia ser pediatra.

Vivia sua vida sem grandes tempestades, até que passou pelo mais dramático vendaval, pela mais angustiante experiência.

Sofreu algumas tonturas, desmaios, e começou a ter sintomas que preocuparam seus pais.

Feitos alguns exames, diagnosticou-se um tumor cancerígeno.

Foi realmente um grande choque. O mundo desabou. Ela precisava lutar contra um inimigo que não via, e que estava dentro dela.

Passou por algumas cirurgias, quimioterapia, e seus longos e loiros cabelos começaram a cair.

Perdeu o ânimo de se vestir, de se cuidar. Já não sorria, não só pelo medo da doença, mas também por se sentir feia, diminuída e rejeitada.

E assim, construiu conflitos que a bloquearam. Perdeu o prazer de ir à escola, se isolou e se deprimiu.

Karen não devia se deprimir, pois uma pessoa deprimida cuida menos da sua qualidade de vida, diminui sua imunidade, enfraquece sua resistência para lutar contra o câncer.

Precisava de garra para batalhar pela vida.

Certo dia, andava muito abatida nos corredores do hospital em que se tratava. De repente, ouviu gritos de alguns meninos dentro de uma sala. Resolveu entrar.

Ao entrar teve um choque.

Viu seis crianças brincando com bexigas. E o que mais a abalou era que todas estavam com a cabeça brilhante.

Todas estavam em tratamento de câncer.

Convidaram-na para entrar na brincadeira, porém ela se recusou.

Então, uma menina de seis anos, pegando em suas mãos a levou para o centro da sala.

Ao ver o sorriso das crianças e a vontade de viver espelhada nos seus rostos, ela finalmente entrou na folia.

Pulou e brincou. Parecia que o mundo tinha parado.

Ao mesmo tempo em que se divertia, lembrou do sonho de ser pediatra.

Começou a freqüentar aquela sala, e quanto mais freqüentava, mais se sentia fortalecida.

As palavras de incentivo que seus pais lhe haviam dito anteriormente, começaram a germinar. Agora ela pedia forças para lutar pela vida e pelos seus sonhos.

Fortaleceu-se tanto que, mesmo com a queda de cabelo, resolveu voltar à escola.

Antes de entrar na sala, lembrou-se dos tempos que brincava, mexia com os colegas e se divertia sem preocupações...

Todavia, ao entrar na sala Karen levou um susto. Ficou perplexa. Não conseguia acreditar na imagem que via.

Viu a solidariedade! Viu a maioria de seus amigos e suas amigas, calvos.

E eles disseram que rasparam a cabeça para mostrar que estavam juntos nessa luta. Para mostrar que a amavam do jeito que estava, e que ela era linda mesmo sem cabelo.

Karen foi abraçada e beijada por todos seus amigos. Estava admirada diante de tanta manifestação de carinho.

Raramente o amor foi tão longe.

Karen se soltou. Começou a conviver sem medo com as pessoas. Seu ânimo se reacendeu.

Por fim, triunfou. Venceu o câncer.

Foi disciplinada. Começou a se destacar nos estudos e transformou seu sonho em realidade.

Os sonhos não determinam o lugar aonde vamos chegar, mas produzem a força necessária para tirar-nos do lugar em que nos encontramos.

Sonhos são mais que desejos.

Um sonho é um projeto de vida. Resiste aos problemas, pois suas raízes se nutrem nos mananciais profundos da personalidade.

Pense nisso!            
   
 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A PRINCÍPIO ou A FELICIDADE REALISTA

A PRINCÍPIO ou
A FELICIDADE REALISTA
MARTHA MEDEIROS

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda  mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos,sarados, irresistíveis. 
Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas.
E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando.
Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário,queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par e não como pares? Ter um parceiro constante, não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo a expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo. Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como  um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável. Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o
que nos mobiliza, instiga e conduz mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.
*    *    *    *    *    *    *    *

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

A VIDA É O TREM QUE PASSA


A VIDA É O TREM QUE PASSA
 
Marillena S. Ribeiro
 

A vida é o trem que passa
Os sonhos são vagões
O amor é o maquinista
Somos nós, a estação!

Adquira seu bilhete, faça sua escolha
O trem vai seguindo continuadamente
Em cada vagão, o desejo de sua mente
...há também tristezas, desilusões
Com a passagem na mão, escolha!

A viagem, se longa não sabemos
A bagagem é cada dia vivenciada
Mudar o rumo, podemos
Sem mesmo saber da parada

A estação nunca pode estar vazia
Será sempre um passeio viver
Se sentar na janela, aprecie
Tudo é passagem, algo pode reter

Cada dia que passa é contagem regressiva
Viaje como se cada instante fosse único
Cada olhar como se fosse o último

Respire fundo, o caminho é longo
Encontrará adversidades
...tristezas
...saudades
...abismos
...retas
.curvas
inúmeras serão as vezes
que não veremos o que há além da curva
Mas o percurso seguirá sonhando

A vida é uma viagem
Somos mutantes
Somos passageiros
Somos nuvens
Somos fumaça

Por não saber decifrar o mapa da vida
Algumas vezes nos  perderemos no trajeto
Mas, para quem sonha, nada é impossível
nunca se perde, sempre se encontra

Escute, ouça, é o apito de mais uma partida
Poderá estar partindo para novos lugares
sem roteiros
sem destino
sem poente ou nascente
A direção é para a felicidade
Conduzirá e será conduzido
O maquinista sempre atento
na história, na vida

De tudo que viver, uma coisa é certa:
Não se canse da viagem, prossiga
Lute, grite, implore
Mas não desista
...se cansar, acene, sorria
O maquinista não te deixará
Não hesite, não tema
Onde parar, um coração
certamente o acalentará

A viagem prossegue
...e sabendo onde quer ir
Vá seguro, você consegue
Sabendo sempre que vai valente...
sua viagem será eternamente...
no vagão de primeira classe.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Ser criança


Ser criança
Saber brincar
Sonhar com a vida
E em nada pensar

Ser criança
Saber buscar
O melhor pra vida
Sem se preocupar

Ser criança
Saber se educar
Aprender coisas boas
Pra vida mudar

Ser criança
Nascer pra vida
Crescer pro mundo
Viver pros outros
Lutar por si

Ser criança
Se divertir
Estar alegre
Tentar sorrir

Ser criança
Na inocência
Na adolescência
Na meninice
No tempo adulto
E na velhice

Ser criança
Ser natural
Aproveitar o tempo
A viver legal

Ser criança
Pensar em Deus
O Pai do céu
Que a vida lhe deu

Ser criança
Não importa como
Sorrir pra vida
Mesmo chorando

Ser criança
Criança amor
Criança esperta
Criança imagem
Do Nosso Senhor



à você criança,
um beijinho e um abracinho
com as bênçãos do Papai do Céu!!!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Nas razões da própria vida é saber vivê-la com dignidade, com sabedoria, é saber refletir antes de cada ação, é ter muita compreensão, sem nenhuma resignação, é viver cada minuto, sabendo que não há retorno para o tempo desperdiçado, é saber fazer de cada momento vivido uma recordação que nos faça sorrir, é saber cuidar bem do nosso invólucro temporário, para que além de estarmos bem com a vida, estarmos muito bem com nós mesmos.
Saber viver, também é nunca acharmos que já sabemos o bastante, mas aprendermos a cada dia por todo e sempre, é vibrar de alegria a cada sorriso que conseguimos proporcionar, é atender as nossas necessidades, sem esquecer dos limites e das necessidades dos nossos semelhantes, é ter confiança própria, e a conscientização que somos capazes, ter a própria fé, é saber que jamais estamos sozinhos.
Não se esqueça que os tropeços da vida, fortalecem e dão maior amplitude aos nossos conhecimentos.  Edifique dentro de você, somente sentimentos saudáveis com muita energia positiva, absorva e agradeça a luz que nos ilumina diariamente, e faça com que as pessoas ao seu redor sintam-se felizes com a sua presença.
Construir e solidificar amor é a necessidade imprescindível para que possamos crescer como espíritos e como seres humanos.  Muitas vezes as doenças se abatem em pessoas tão boas, de forma fatal, cruel e inexplicável, seja grande na sua compreensão, não blasfeme pois na perfeita constituição do universo, somos apenas seres em desenvolvimento, e tenha certeza absoluta que na regência da vida nada acontece ao acaso, existem muitos obstáculos no nosso caminho que abrem os nossos olhos para a vida e para a fraternidade, pois na monotonia  e na dormência de muitas vidas, precisam ocorrer barulhos fortes para nos despertarmos, pois através da dor, valorizamos a saúde e a própria vida.
” A maior das razões da vida, é saber vivê-la com inteligência e dignidade “`

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

"Quando você sentir vontade de chorar, não chore.
 Pode me chamar que eu choro por você.
 Quando você sentir vontade de sorrir, me avise Que venho para nós dois sorrirmos juntos.
 Quando você sentir vontade de amar, me chame, Que eu venho amar você.
 Quando você sentir que tudo está acabado, me chame, Que eu venho lhe ajudar a reconstruir. 
Quando você achar que o mundo é pequeno demais para suas tristezas, Me chame, que eu faço ele pequeno para sua felicidade. 
Quando você precisar de uma mão, me chame, Que a minha é sempre sua.
 Quando você precisar de companhia, naqueles dias nublados e tristes, Ou nos dias ensolarados, eu venho, venho sim. Quando você estiver precisando ouvir alguém dizer: EU TE AMO! Me CHAME que eu digo a você a todo hora.
 Pois o meu amor é imenso.
 E quando você não precisar mais de mim, me avise, Que simplesmente irei embora, orando por você."

domingo, 9 de outubro de 2011


A CENOURA, O OVO E O CAFÉ

Qual deles você é?


Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam difíceis para ela.
Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir. 


Estava cansada de lutar e combater.
Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia.
Seu pai, um "chef", levou-a até a cozinha dele.
Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. 


Logo as panelas começaram a ferver.
Numa ele colocou cenouras, noutra colocou ovos e, na última, pó de café.
Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo. 

Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás.
Pescou as cenouras e colocou-as numa tigela.
Retirou os ovos e colocou-os em outra tigela.
Então pegou o café com uma concha e colocou-o numa xícara. 


Virando-se para ela, perguntou:
- Querida, o que você está vendo?
- Cenouras, ovos e café - ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras. 


Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse.
Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura. 


Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do café.
Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.
Ela perguntou humildemente:
- O que isto significa, pai?
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente. 


A cenoura entrara forte, firme e inflexível.
Mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil. 


Os ovos eram frágeis. Sua casca fina havia protegido o líquido interior.
Mas depois de terem sido colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo. 

O pó de café, contudo, era incomparável.
Depois que fora colocado na água fervente, ele havia mudado a água.
- Qual deles é você? - ele perguntou à sua filha.
Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? 


Você é uma cenoura, um ovo ou um pó de café? 

(Autor Desconhecido)

sábado, 8 de outubro de 2011

A Borboleta Azul


Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes.
As meninas sempre faziam muitas perguntas. Algumas ele sabia responder,outras não. 
Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem férias com um sábio que morava no alto de uma colina. O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar.
Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder.
Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.
- O que você vai fazer? - perguntou a irmã.
- Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta. Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!
As duas meninas foram então ao encontro do sábio, que estava meditando.
- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?
Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
- Depende de você... ela está em suas mãos. 

Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro.
Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado. Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não conquistamos). Nossa vida está em nossas mãos, como a borboleta azul...  Cabe a nós escolher o que fazer com ela.
O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem.
"Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."